Galeria – Piratas das Ilhas do Sul domingo, set 10 2017 


As inúmeras ilhas de Bedwang atraem marinheiros de lugares diversos por suas rotas mercantes através dos Mares do Sul,  que abarrotam os navios de especiarias mágicas. O fluxo constante de embarcações durante os meses em que as chuvas de monções não castigam o arquipélago e a quantidade de potenciais esconderijos em suas ilhas mais selvagens tornaram Bedwang um lugar naturalmente prolífico para piratas. A armada de Iblis é uma presença comum, tendo uma rede de portos na região do Reino da Serpente. As Ilhas Haligi são território de contrabandistas vindos das Ilhas Akitsushima e do Império Ming, e nas Ilhas de Angker bandos de bucaneiros aurineses se juntaram a partir dos restos de motins e expedições arruinadas. Mas nem todos os piratas de Bedwang têm a sua origem em águas estrangeiras. Aqueles conhecidos pela alcunha geral de Piratas das Ilhas do Sul são uma força desorganizada mas crescente de tripulações formadas principalmente por nativos das ilhas, buscando defender seus próprios interesses das frotas estrangeiras.

Agindo de forma solitária ou formando pequenas esquadras independentes, cada tripulação das Ilhas do Sul é única. Suas embarcações costumam ser pequenas para navegar com facilidade entre as ilhas do arquipélago, mas possuem aparências bem variadas. Existem juncos com velas coloridas, jangadas simples de velas quadradas e também embarcações mais imponentes, com figuras monstruosas de lendas locais em suas figuras de proa. O Dasamuka, considerado por muitos marinheiros como um dos mais terríveis navios dos Mares do Sul, possui velas mágicas onde sombras se movem como em um teatro wayang, e que segundo testemunhas saem para atacar embarcações inimigas ao serem iluminadas pela luz de seus faróis.

As habilidades dos Piratas das Ilhas do Sul também são variadas, mas é comum encontrar espadachins descalços ou lutadores com grossos cordames ou anéis de ferro nos punhos, seguidores dos vários estilos de combate marcial que existem em Bedwang. Algumas das embarcações também são auxiliadas por feiticeiros e xamãs, que ajudam suas tripulações a vencer a natureza perigosa das ilhas. Os navios com maior suporte mágico conseguem até mesmo domar as poderosas tempestades de monções, dando para suas tripulações uma vantagem tática inestimável.

Entre muitas comunidades de Bedwang, os Piratas das Ilhas do Sul são uma forma de se proteger contra colonizadores, atacando navios estrangeiros, libertando escravos e dividindo o butim conquistado com as aldeias e vilas costeiras. Outras tripulações porém possuem objetivos menos nobres, realizando ataques sangrentos contra seus conterrâneos da mesma forma que contra os estrangeiros, podendo até mesmo chegar a trabalhar como mercenários aos colonos. Esses piratas mais violentos fazem seus covis em pequenas ilhas rochosas e isoladas, protegidas por vulcões, matas carnívoras, monstros marinhos e outras defesas, e alguns desses esconderijos assumem um status lendário de acordo com a infâmia de seus moradores.

Embora existam múltiplas alianças e rivalidades entre os Piratas das Ilhas do Sul, existe quem acredita que seja possível unificá-los em uma única frota. Os Punakawan, a maior esquadra pirata de Bedwang, foi formada por artistas de uma companhia itinerante, e possui um número considerável de pequenas embarcações acompanhando seus quatro grandes e enfeitados navios-junco. Seus membros mascarados são acrobatas, bufões e professores assim como assassinos, lutadores marciais e detentores de tradições secretas. Já a tripulação independente do Rangda esteve por trás da tomada de Kamardikan, e com a ajuda da Esquadra Seláquia realizou alguns ataques de sucesso contra a Ilha Kolo, um dos principais portos de Iblis.

As histórias sobre esses piratas enchem de esperança aqueles que sonham com liberdade das mãos dos que tentam se apoderar de Bedwang, e essas aspirações cresceram mais ainda com os rumores de que há um navio pirata no arquipélago comandado pelo príncipe sobrevivente de um dos reinos dos Mares do Sul que caíram diante das invasões estrangeiras, e que pode ser a peça final para um levante marítimo que unifique os diferentes povos que habitam Bedwang e restaure a glória perdida de suas ilhas.

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Galeria – Esquadra Seláquia quarta-feira, dez 3 2014 

 

Em qualquer cidade portuária é possível encontrar alguém que tenha algo a mencionar sobre os ‘demônios do mar’ que navegam sob a bandeira de Aurin. De aparência considerada assustadora para os padrões civilizados, a Esquadra Seláquia é fruto do contato de corsários de sangue quente do Império Aurinês com diversas culturas de colônias tropicais. Assimilando em suas tripulações os aspectos mais visualmente chamativos dos povos com quem se relacionam, os Seláquios são vistos como delinquentes selvagens pelas outras esquadras, mas na verdade esses navegantes possuem um espírito livre e aventureiro, e sentem uma forte aversão em se ajustar à sociedade tradicional. Seus corpos são cobertos por tatuagens, escarificações e todo tipo de modificação corporal, e suas roupas adornadas por adereços tribais. Os Seláquios possuem uma preferência notável por armas de aspecto rústico, com entalhes de madeira e partes de osso. Suas características lâminas serrilhadas podem ser fabricadas de forma artificial, mas as mais tradicionais são revestidas com dentes de tubarão, o que deu origem ao nome da Esquadra.

Seus encontros com civilizações indígenas do Novo Mundo, do Continente Negro e de arquipélagos distantes, durante viagens com propósito original de comércio ou pirataria, acabaram por mostrá-los outras maneiras de enxergar a vida, dando a eles meios de romper com as amarras de que estavam fugindo ao ingressar no mar. Embora os líderes nativos desses locais nem sempre vejam os Seláquios com bons olhos, pela maneira algumas vezes superficial como absorvem seus traços culturais, eles os toleram pelo respeito que demonstram por seus costumes. Os capitães da Esquadra costumam de forma geral ter uma relação mais próxima com as populações das colônias aurinesas devido a essa abertura pessoal, permitindo que realizem cerimônias religiosas em seus portos e dando maior facilidade para nativos se integrarem em suas próprias tripulações. Embora a presença de não-aurineses em navios de corsários não seja incomum, a Esquadra Seláquia possui as tripulações mais diversificadas, e com maiores chances de um negro, indígena ou mestiço assumir uma posição de comando, podendo até mesmo vir a se tornar capitão de seu próprio navio.

O Império Aurinês sabe do valor da Esquadra para estabelecer acordos com as populações nativas ou obter informações sobre os territórios em que elas vivem. Por sua vez Chantal N’Diaye, a líder da esquadra, sabe que esse interesse raramente traz benefícios para seus aliados nativos, mas reconhece que sua frota é pequena e espalhada demais para se colocar contra o Imperador. Além disso, muitos dos capitães ainda possuem fortes raízes com Aurin e desejam provar seu valor à nação com o modo de vida que escolheram. Mesmo assim, ainda que o Império faça o possível para manter a lealdade dos Seláquios, é impossível que não ocorram desavenças entre eles e outros colonizadores da nação, geralmente envolvendo acordos de terras e o tratamento aos nativos. Ainda que seja uma das menores esquadras, os Seláquios são uma força reconhecidamente temida quando provocada. O conhecimento que possuem dos terrenos selvagens e as centenas de guerreiros tribais dispostos a lutar em seu favor fazem com que seus portos sejam lugares temidos e evitados. Cercadas por estacas na areia ostentando ossadas de feras marinhas, as bases isoladas da Esquadra Seláquia deixam claro que o destemor pela morte e a violência sangrenta dos ‘demônios do mar’ podem ser tão reais quanto aparentam caso sejam necessários.

Galeria – Arautos do Vapor quarta-feira, jan 8 2014 

 

Aventureiros destemidos e gênios da tecnologia, os Arautos do Vapor viajam longas distâncias a bordo de seus navios motorizados, buscando novas descobertas e tentando superar seus próprios limites. Originalmente uma união de diversas guildas de mecânicos e inventores, que ganharam fama e prestígio durante a rápida industrialização de Windlan, os Arautos  se tornaram uma esquadra após o sucesso da Guilda Horseley em construir as primeiras embarcações à vapor capazes de navegar em alto mar. Apesar de ainda manterem oficinas e fábricas em terra firme e supervisionarem grandes obras da Coroa, eles estão entre os principais entusiastas das expedições windlesas para lugares distantes, que atiçam sua sede de conhecimento e trazem desafios irresistíveis. Os Arautos do Vapor preferem deixar as obrigações militares com os Dragões de Rubi e Caveiras Caolhas, priorizando a descoberta de novas rotas marítimas e viagens de caráter científico.

Os Arautos do Vapor costumam usar roupas peculiares, geralmente em tons de marrom e branco. Acessórios como suspensórios, óculos de couro e cintos de ferramentas são uma marca registrada em seus trajes. Os capitães usam vestimentas mais elegantes, mantendo um ar de cavalheiros excêntricos do mar, enquanto suas tripulações lembram uma multidão de mecânicos alegres e bêbados. Aqueles que perderam alguma parte do corpo em serviço usam próteses feitas com sofisticadas peças de metal, muitas vezes movidas por pistões ou por mecanismos de relógio.  Esses membros artificiais costumam ter gravado o símbolo da esquadra: um polvo enroscado em uma grande engrenagem. Cefalópodes são de fato uma figura constante nos navios dos Arautos, seja em entalhes nas embarcações ou em utensílios de aparência curiosa.

Não é difícil reconhecer um navio dos Arautos do Vapor, com suas enormes rodas de pá mecânicas e chaminés exalando fumaça. Apesar de estarem entre as mais rápidas do mundo, as embarcações exigem manutenção constante e ocasionalmente sofrem avarias ou até mesmo acidentes graves, que podem dar um final trágico a uma viagem. Os sobreviventes desses naufrágios são às vezes encontrados em ilhas distantes, e não raro estão totalmente imersos na cultura local, fascinados como são por lugares e costumes exóticos. Muitas das missões dos Arautos do Vapor têm como objetivo resgatar um desses marinheiros perdidos ou estudar qualquer estranha descoberta que tenham feito por acaso. Esse tipo de expedição, no entanto, costuma ser delegada a tripulações menores. Os capitães mais poderosos da esquadra, portadores da insígnia da Âncora Dourada e liderados pelo Capitão-Chefe Nicholas Brasshand, empreendem seus atuais esforços em desvendar a insólita tecnologia náutica da Organização Mitternacht, usando de todo conhecimento disponível para encontrar meios de pesquisar e enfrentar os veículos submarinos e leviatãs mecânicos que têm sido avistados com frequência cada vez maior nas águas da Coroa.

Galeria – Esquadra Delfina quarta-feira, maio 8 2013 

Ousados e destemidos, os corsários da Esquadra Delfina chamam atenção por onde quer que passem com suas roupas extravagantes e modos teatrais. Financiada por vários cartéis e famílias ricas de Aurin, a esquadra tem como principal objetivo dominar rotas de comércio com nações distantes e colônias do Imperador Leon. Seus capitães são vistos com desconfiança, mais preocupados em encher seus cofres do que em defender a nação. No entanto, suas posses, influência e carregamentos lotados de especiarias impedem um julgamento mais rigoroso. De fato, é possível dizer que muitos dos confortos aos quais a alta sociedade aurinesa está acostumada não seriam possíveis se não fossem os empreendimentos realizados por essa esquadra.

Grande parte de seus integrantes é formada por caçadores de emoções, aventureiros que não pensam duas vezes em assumir os riscos de um trabalho perigoso se tiverem garantida sua parte no butim. Entre eles se pode encontrar todo tipo de gente: nobres destituídos, burgueses entediados, trapaceiros e meretrizes. Os capitães possuem uma preferência por chapéus com plumas e trajes que lembrem de alguma forma sua origem abastada, embora eles muitas vezes se encontrem esfarrapados e abatidos pelas longas viagens. Os marinheiros gostam de roupas coloridas e da companhia de animais exóticos, especialmente aves como papagaios e araras. Todos adoram desafios e apostas, principalmente se os mesmos forem de uma natureza refinada, como esgrima, jogos com cartas ou tiro com pistolas de duelo. O requinte é estendido a outras atividades que apreciam, como a música e o flerte.

Ultimamente, as habilidades sociais dos Delfins, como alguns os chamam, têm feito com que sejam envolvidos em outras missões a serviço de Aurin. A maioria é oficialmente de caráter diplomático, mas nelas se escondem também serviços de espionagem e sabotagem. A Esquadra Delfina também possui, obviamente, carta branca para atacar navios inimigos, preferindo como alvos os Piratas de Iblis e os Caveiras Caolhas. Uma inusitada contribuição é a que prestam para a comunidade científica, uma vez que suas constantes viagens para colônias ainda pouco exploradas atraem naturalistas aurineses, enviados com o objetivo de coletar espécimes nativos para os museus e universidades da capital, sempre pagando generosas quantias aos corsários pela carona e proteção.

Galeria – Dragões de Rubi sábado, ago 25 2012 

A orgulhosa esquadra dos Dragões de Rubi é a Marinha Real de Windlan, composta apenas pelos marinheiros mais corajosos e leais da Rainha. Seu centro de comando é a Ilha dos Quatro Ventos, que abriga o Almirantado Vermelho, integrado não apenas pelos líderes dos Dragões como também pelos principais capitães de outras esquadras da Coroa. A Marinha também administra a maioria dos Portos estrangeiros controlados por Windlan, como Port Jane Guy em Tekeli e Long-Gangkou no Império Ming. Mesmo sendo hoje uma das principais forças da Coroa, ela nem sempre esteve do lado da Rainha, tendo sido formalmente organizada e integrada como Marinha Real apenas após a Guerra Civil que instaurou a nova monarquia aliada aos Dragões de Mercúrio.

Diferente de outras esquadras da Rainha, os Dragões de Rubi prezam pela organização, respeito e limpeza em suas tripulações. Seus uniformes de um forte vermelho são mantidos sempre impecáveis, assim como suas armas e embarcações. Um rígido código de conduta aguarda todos aqueles que ingressam em seus números, mas aqueles com suficiente verniz social para aceitá-lo dispõem de navios bem equipados e um ambiente de trabalho agradável, sem as frequentes doenças e motins que assolam as tripulações de corsários ou piratas mercenários. Mesmo o marinheiro de posto mais baixo segue uma jornada de trabalho justa e recebe um pagamento aceitável, tendo ainda a chance de receber uma promoção caso demonstre grande mérito ou caia nas graças do Almirantado. Porém, todos também sabem que estão em uma posição que exige grande bravura, tendo a responsabilidade de assegurar o poder de sua nação nos mares e defendê-la de ocasionais ataques, visando como principal recompensa não as pilhagens, mas a sensação de dever cumprido com a Coroa.

Apesar de toda a formalidade, os capitães dos Dragões de Rubi são conhecidos por apreciar festas e eventos sociais. Afinal, eles cultivam uma boa imagem como cavalheiros, mas passam longos períodos no mar tendo contato apenas com suas tripulações. Banquetes, danças e jogos de azar estão entre suas diversões favoritas. Além da característica educação, eles também são famosos por serem supersticiosos. Suas crenças envolvem uma série de tabus para evitar maldições, como jamais matar um albatroz ou rebatizar um navio. Parte desse misticismo tem a ver com o relação próxima que a Marinha tem com os dragões de Windlan, ao lado dos quais lutaram em inúmeras batalhas. Mais de um capitão da esquadra possui um dragonete ou wyvern como fera de estimação, e há quem acredite que alguns dos Almirantes da Marinha Real sejam nada menos do que dragões vermelhos agindo sob a forma humana.

Galeria – Aeróstatas quarta-feira, maio 16 2012 

Curiosos, aventureiros e um pouco malucos, os Aeróstatas de Windlan cumprem um papel essencial para sua nação ao realizar missões de transporte e reconhecimento em locais inacessíveis por navio. Seus balões e dirigíveis visitam paisagens exóticas nas Colônias distantes, fazendo com que seus condutores tenham sempre alguma boa história para contar. Muitos se tornam exploradores famosos, tratados como celebridades entre seus conterrâneos. Inspirados por uma coragem superada apenas pela vontade de conhecer novos horizontes, eles logo dispensam as mordomias das grandes cidades e voltam às cabines de suas aeronaves, realizando viagens por conta própria quando não estão a serviço da Coroa.

O uniforme de um Aeróstata é composto por peças de couro e lã sobre um macacão colado ao corpo, essencial para manter a temperatura nas altitudes a que estão habituados. Diversas correias e argolas permitem a eles escalar e se pendurar em seus veículos voadores, para  realizar a manutenção ou mesmo obter ângulos de observação melhores. Passando boa parte do tempo solitários nos ares, os aviadores de Windlan desenvolvem com frequência hábitos excêntricos. Alguns tentam manter a rotina de uma dama ou cavalheiro windlês, mesmo estando confinados em uma pequena cabine a milhares de quilômetros de altura. Outros misturam costumes, práticas e crenças que aprenderam em diferentes países, conversando sozinhos em uma mistura de idiomas. Independente de quais sejam suas manias particulares, os Aeróstatas se entendem muito bem entre si, e um convite para um chá é praticamente uma obrigação quando dois colegas se cruzam, seja em terra ou nas nuvens.

Ao contrário de outros colonos e desbravadores, os Aeróstatas costumam possuir uma boa imagem entre os povos de outras nações. Muitos deles são de fato estrangeiros a serviço de Windlan, originários de Ming, Iroko, Macehualli e outros países. Isso, junto a seus hábitos incomuns, faz com que sejam alvo de desconfiança por parte de algumas autoridades da Coroa. Por se destacarem em vários ramos da ciência, eles com frequência estão envolvidos em operações de sigilo, o que aumenta ainda mais a vigilância sobre suas atividades. Embora nenhum caso de traição seja conhecido, existem boatos de que um grupo de aviadores vem criando uma rede de informações entre si, relacionada principalmente aos experimentos mágicos do Instituto Wolfsbane. A Central de Inteligência dos Dragões de Mercúrio vem analisando esses rumores, tanto para evitar um possível conflito como para se certificar de que não há nada que eles mesmos não saibam. Longe dos tempos de guerra, onde cruzavam os céus como mercenários dos ares transportando canhões e soldados, os Aeróstatas agora estão envolvidos no complexo jogo de poder de Windlan, defendendo seus próprios interesses para continuar a voar livremente pelo mundo.

Galeria – Caveiras Caolhas sábado, dez 10 2011 

Sail away where no ball and chain
Can keep us from the roarin’ waves,
Together undivided but forever we’ll be free.

(Flogging Molly – Seven Deadly Sins)

Arruaceiros, matadores e bandidos da pior espécie. Assim são os Caveiras Caolhas, uma das quatro esquadras de corsários de Windlan. Formada principalmente por ex-presidiários e mercenários piratas, ela recebe todos aqueles que não possuem a disciplina para ingressar nos Dragões de Rubi ou a genialidade para se juntar aos Arautos do Vapor. Para um Caveira Caolha, nada vale mais a pena do que um baú cheio de ouro ou um carregamento de rum. Ambiciosos e violentos, estes cães do mar são os menos confiáveis a navegar sob a Coroa de Windlan, mas também são de longe os mais numerosos.

Todos os Caveiras Caolhas usam alguma peça de roupa com listras pretas e brancas, símbolo de suas antigas vidas à margem da lei. Junto a isso, costumam usar trajes típicos de piratas, com direito a tapa-olhos e bandanas, quase sempre negras. Muitos usam correntes ou algemas quebradas, como memórias do cárcere. Pernas de pau e mãos de gancho também são comuns, resultantes de velhos crimes ou das batalhas em alto-mar. Muitos de seus membros se juntaram ás tripulações para escapar da forca ou de campos de trabalho pesado, o que faz com que seja grande o número de orcs entre eles. Isso é evidente até mesmo no símbolo da esquadra, que exibe um crânio orc com um tapa-olho sobre ossos cruzados. Para assegurar que os contratos com Windlan sejam devidamente cumpridos, todos os Caveiras Caolhas obedecem a um Código Pirata, mantido com mão de ferro por Caliban, Capitão do Alma Negra e líder da esquadra. Temido mesmo entre as demais esquadras, o velho orc traz em sua barba os crânios dos antigos líderes tribais de sua raça, e é famoso pelo seu senso de honra e pela crueldade com aqueles que não o seguem.

Atualmente, os Caveiras Caolhas frequentam os Portos de Seawyrm e Greyport, disputando também Khaldur com os Piratas de Iblis. Estes últimos são inimigos de longa data da esquadra, travando confrontos sangrentos nos mares do continente de Artaban, que vem se estendendo a medida que ambos avançam em direção às águas mais ao sul. Os Caveiras possuem também uma rivalidade forte com os Navegantes da Bruma, causada pelo favoritismo da Rainha com a esquadra cigana, que recebe um maior número de contratos comerciais. Enquanto isso, a maioria das missões dos Caveiras envolvem ataques quase suicidas a embarcações e portos inimigos, fazendo com que a esquadra pirata sirva de linha de frente para a Marinha de Windlan. Engrossando a força de ataque marítima da Coroa e fazendo o trabalho sujo, os Caveiras Caolhas não levam uma vida das melhores, mas todos os seus integrantes concordam que é melhor dividir o lucro de suas pilhagens do que apodrecer nas celas úmidas de uma prisão.

Galeria – Hassassin sexta-feira, jun 17 2011 

Silenciosos e mortais, portadores de uma fé inabalável nos Aeons, os membros da Ordem dos Hassassin são temidos em todas as terras nas quais já agiram. Mestres na furtividade, na perseguição e no combate com lâminas, eles inspiraram diversas lendas e rumores no decorrer dos séculos. Algumas são apenas criações de mentes assustadas, outras possuem um fundo de verdade e outras sequer conseguem se aproximar de uma realidade muito pior. Sem estarem ligados a nenhuma nação ou governo, eles possuem uma função semelhante à dos Chacais de Anúbis e dos Vigias de Odin: a de executar a justiça proclamada pelos Aeons da Morte através de suas mãos e armas, mantendo o equilíbrio na balança de poder do mundo. Agindo sempre com discrição, eles podem se manter nos bastidores de um lugar tomado pelo abuso de poder e ambição por anos, até terem a certeza de que é chegada a hora de aplicar o julgamento, recebendo suas missões através de visões e sortilégios. Durante esse tempo, eles costumam trabalhar como mercenários, guarda-costas ou gladiadores, tanto para sustento como para continuar treinando suas habilidades.

Os símbolos dos Hassassin são a águia e a serpente, simbolizando respectivamente a justiça imparcial e a sabedoria oculta. Muitos deles exibem inscrições sagradas na pele ou na superfície de suas armas, como um símbolo sua ligação com os Aeons. Ao contrário dos Chacais e dos Vigias, que têm seus patronos bem conhecidos, não se sabe ao certo qual Aeon da Morte orienta o julgamento dos Hassassin. Sua ligação com as serpentes é a única característica conhecida, e existem boatos de que ele também pode assumir a forma de uma grande águia negra. Seu nome também é um enigma, e vários foram “descobertos” no decorrer do tempo, sem que nenhum se mostrasse o verdadeiro. Apenas os Hassassin parecem ter a capacidade de ouvir sua voz, e sabe-se que a Ordem conta com sábios, sacerdotes e oráculos em suas fileiras, sendo que estes raramente deixam a Fortaleza na Ilha Dragão da Noite.

Atualmente a influência dos Hassassin se estende para além de Al-Dasht, onde a Ordem existe desde antes do pacto das Tribos com os Gênios. Al-Gober, Ashramia e Iroko são apenas algumas das nações onde eles tem agido com frequência. Nem mesmo Windlan e Aurin escapam da vigilância feroz dos assassinos. Enquanto em Aurin eles participaram ativamente da Revolução Imperialista, a história em Windlan é mais complicada. Os Hassassin lutaram ao lado do Príncipe Sahid de Jezirat para tomar a cidade de Seawyrm do comando da Cruz de Sangue. Porém, após o desaparecimento do príncipe ao fim do conflito, uma maré de desconfiança atingiu a Ordem, vinda da Tribo de Sharyar e dos Rebeldes de Windlan que os ajudaram na guerra. Enfrentando uma imagem delicada em sua própria terra, eles contam agora com a ajuda dos Mercenários Black Wolves, liderados por uma mulher recentemente aceita no Círculo Interno da Ordem, para descobrir o que realmente aconteceu ao filho do Sultão de Jezirat.

Galeria – Engenheiros de Mavi sexta-feira, abr 8 2011 

Sempre atarefados, às vezes carregando pesadas e estranhas ferramentas ou conduzindo máquinas de latão a vapor, os Engenheiros de Mavi são facilmente reconhecidos nas ruas, fábricas e arsenais da capital que lhes dá nome. Esses sujeitos com uniformes vermelhos e óculos de couro são inventores, mecânicos e armeiros que representam a instituição mais famosa de Al-Dasht, cujo símbolo é um escaravelho de asas abertas com engrenagens no lugar do abdômen.

Famosa em todo o mundo, a guilda dos Engenheiros é antiga e teve início já na época da guerra contra a Tribo de Iblis, quando os Ifrits e os Dragões de Latão ensinaram a Tribo de Aswad a manipular os metais de maneira mais eficiente, ganhando assim uma vantagem militar. Não satisfeitos apenas com seus autômatos de latão, eles continuaram a buscar maneiras de aprimorar seu poderio bélico contra a tribo inimiga, encontrando aliados na alquimia de Jezirat e na pólvora de Ming. Finalmente, após a expulsão da tribo de Iblis, os Engenheiros se formalizaram como uma instituição científica e passaram a direcionar suas pesquisas para fins mais pacíficos. A Tribo de Aswad deve muito a eles pela edificação de Mavi, principalmente pelo conhecimento usado nas edificações e na canalização de água na cidade, algo que apenas uma tecnologia avançada poderia conseguir de maneira eficiente em uma terra inóspita como Sharesukteh.

Atualmente, o grupo trabalha em inúmeros projetos, entre eles a extração de minérios do Planalto da Lua e a lendária Ferrovia do Aether nas Dunas. Representantes dos Engenheiros costumam observar os estrangeiros em Mavi, e quando percebem alguém promissor no campo das ciências que utilizam, se aproximam oferecendo uma troca de conhecimento ou até mesmo um lugar honorário na guilda de inventores. Acredita-se que experimentos que mais tarde inspiraram a criação da raça artificial conhecida como clockwork tenham sido realizados pelos Engenheiros. Clockworks que buscam entender melhor sua origem às vezes atravessam o deserto em busca das oficinas dos Engenheiros, despertando a curiosidade dos mesmos e obviamente recebendo propostas em troca de serviços como “material de estudo”.