Marais é um território aurinês, ocupado principalmente por colonos navegadores e descendentes de escravos iroqueses. A pirataria é bastante comum no litoral, fazendo com que mesmo capitães de Aurin necessitem de cuidado ao navegar pelas águas da região.

O Grande Bayou atravessa boa parte da área continental e é uma região pantanosa e extensa, um verdadeiro labirinto para aqueles que não conhecem seus segredos. Ele também abriga Port Vert, a capital da colônia local.

As Ilhas Campeche são um arquipélago tropical que serve a Aurin como local de cultivo e abastecimento de frutas e especiarias diversas, uma rota comercial frequentemente visada por corsários e bucaneiros.

A Terra da Rainha Lagarto é um mundo perdido de feras gigantes, uma vastidão montanhosa ocupada por uma selva hostil, onde apenas algumas tribos nativas conseguem sobreviver.

(Clique no nome da região para ouvir a trilha sonora correspondente)

Grande Bayou

Grande Bayou

Formado pela lenta correnteza do Rio Lafitte e seus afluentes, o Grande Bayou corta o sul de Asabikesh como uma extensa faixa de terreno pantanoso, ocupado por inúmeras pequenas ilhas e florestas alagadas. Alguns pontos são largos o suficiente para permitir até mesmo a passagem de navios de grande porte, porém mais de uma embarcação já se perdeu ou encalhou sendo abandonada para apodrecer ou vagar sem rumo como um fantasma. As águas escuras e esverdeadas abrigam de camarões e mariscos usados na culinária local até feras como crocodilos, cágados gigantes e monstros vegetais. Na foz do Lafitte fica Port Vert, a maior cidade dos colonos aurineses na região. Pelo interior se podem encontrar pequenos vilarejos de pescadores, alguns deles bastante isolados e escondidos. Muitos deles são habitados pelos Levee, um povo mestiço famoso por suas festividades e superstições. Suas histórias acerca da região falam sobre comunidades de lobisomens conhecidos como Loup-Garou, cabanas de feiticeiros guardadas por servos zumbificados e sinistros locais de culto dedicados aos Horrores Antigos.

Ilhas Campeche

Ilhas Campeche

Um arquipélago de treze ilhas tropicais se distribui ao sul de Marais, com areias brancas, matas de coqueiros e águas de um intenso azul. Controladas por corsários de Aurin, elas tem seus portos e rotas de comércio administrados pela Esquadra Delfina, enquanto a Esquadra Seláquia também tem passe livre, mantendo boas relações com os nativos e auxiliando na defesa. Navios do Império Windlês são alvos de saques costumeiros nas águas ao norte, e seus produtos roubados ajudam a estimular o comércio marítimo na região. Porém, o arquipélago por sua vez é vítima frequente de ataques de piratas independentes vindos das Ilhas Marlim ao sul, que recentemente têm tentado estabelecer esconderijos nos pontos mais isolados das próprias Campeche. Esse campo de batalha marítimo mancha de sangue e destroços as praias paradisíacas, mas o perigo não intimida a ambição dos aventureiros que enchem os vilarejos espalhados nas ilhas maiores.

As comunidades de sereias e elfos do mar que vivem nas águas profundas costumam ter uma associação pacífica com os colonos aurineses, mas o mesmo não pode ser dito das tribos de homens-macaco pigmeus que vivem nas matas mais densas. Ninhos de monstros marinhos, tesouros enterrados e ruínas misteriosas são outros elementos que tornam as Campeche tão terríveis quanto fascinantes para seus visitantes. Ultimamente, a abundante promessa de riqueza e prazer tem atraído até mesmo seres como gênios e demônios para as ilhas, interessados nos desejos ardentes que se concentram no arquipélago.

Terra da Rainha Lagarto

Terra da Rainha Lagarto

Esquecida pelo tempo, a Terra da Rainha Lagarto é um santuário da Memória da Terra, uma ilha de matagais cobertos de neblina, vulcões ativos e imensas montanhas. Dinossauros e outras feras ancestrais caminham livremente pelo território da ilha, às vezes indo até a costa para se alimentarem de náufragos perdidos ou exploradores imprudentes. Aurin possui grande interesse nas riquezas naturais da ilha, em especial suas pedras preciosas e depósitos de óleo pétreo, mas sua maior dificuldade nessa empreitada está além dos ataques de animais selvagens. A própria Rainha Lagarto, uma fera sáurica desconhecida de proporções colossais que de alguma forma desenvolveu inteligência, protege suas terras com agressividade contra os invasores, comandando exércitos de humanoides reptilianos. Seus servos escamosos vivem em uma magnífica e antiga cidade de pedra, a última remanescente de uma série de ruínas que pode ser encontrada pela ilha. Nessa metrópole eles veneram sua soberana em seu trono de osso e diamante, se mantendo preparados para o eventual retorno dos horrores cósmicos que um dia devastaram seu reino. Nas profundezas da selva, vive também uma população de humanos nativos, deixados em paz pelos homens-lagarto que não consideram eles uma ameaça. Reclusos e endurecidos pela vida árdua no ambiente perigoso e infestado de monstros, os indígenas da ilha não estão exatamente abertos a confiar em estrangeiros, mas a necessidade de sobreviver costuma torná-los mais razoáveis em relação a ofertas de ajuda mútua.

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