Se espalhando pelo Aether como uma complexa e delicada rede de cursos de água e afluentes, a Vita é a essência de tudo aquilo que cresce e morre no mundo material, a própria Vida. Canalizada por sacerdotes e xamãs para entrar em comunhão com a natureza e principalmente obter curas, ela representa o princípio da criação e destruição dentro do cosmo palpável, o ciclo infinito de nascimento e decomposição. Evoluindo e se adaptando ao longo do tempo de acordo com a necessidade, ela alcança desde a primitiva Memória da Terra até as escuras galerias etéreas onde os mortos guardam suas memórias. Durante muito tempo esse processo foi natural e constante, resistindo às ocasionais catástrofes climáticas e caprichos de entidades poderosas. Porém, esse equilíbrio tem se tornado instável e frágil, em parte devido ao avanço irresponsável das cidades e colônias humanas.

Viride

Essência de toda vida vegetal, Viride possui no Aether um domínio verde e silencioso de galhos e flores, que lentamente se alimenta da memória e conhecimento daqueles que pereceram e agora servem de alimento a suas raízes. Servindo de alimento para o corpo e para o espírito dos outros seres, ela é reverenciada por muitas comunidades tribais ou agrícolas através de cultos a Aeons ou espíritos locais. Apesar de lenta e paciente, a força de Viride não hesita em ocupar qualquer espaço onde consiga sobreviver, mantendo suas plantas em constante disputa para assegurar que apenas as mais fortes vinguem. Ainda assim, sua consciência vegetal conhece melhor do que ninguém seu papel no equilíbrio da vida, elegendo árvores anciãs como bastiões da natureza no coração das florestas e criando guardiões para protegê-las, como os Entes e Homens Verdes de Belchiora e os Arbustos Errantes das selvas tropicais.  A maior entre todas as árvores sagradas, Yggdrassil, tem sua morada no Aether, e abraça com seus longos ramos todo o domínio espiritual.

Sanguinem

Sanguinem é a essência quente, pulsante e viva dos seres de carne e osso. Seu domínio no Aether é um reino vermelho de tendões, músculos e órgãos, banhado por rios de sangue. As lendas sobre gigantes que após a morte geraram o mundo de suas entranhas são na verdade uma metáfora sobre a origem e o ciclo dessa essência, que rege toda a vida animal em Keleb. Seu papel é o de propagar a vida, aproveitando a energia que consome das demais camadas ou de si mesma. Através de Totens ou rituais canibais, os xamãs tomam emprestado o poder de Sanguinem para assumir diversas formas bestiais e se beneficiar de suas garras, penas, carapaças e nadadeiras. Esse dom é muitas vezes encontrado de forma permanente nas criaturas tocadas pela essência vermelha, seres metamorfos incluindo Selkies, Lobisomens e Botos. A bênção da carne também é encontrada nas grandes e poderosas feras que habitam os locais mais selvagens do mundo, como as savanas empoeiradas de Iroko e as vastas florestas tropicais de Ararauma.

Cinereo

Estranha e alheia, Cinereo é a essência esbranquiçada dos fungos e líquens. Seu domínio é um lugar de aparência alienígena e psicodélica, com florestas de cogumelos fosforescentes sobrevoadas por imensas naves-fungo conhecidas como Esporos Mu. Desempenhando função tanto na criação como destruição, eles possuem um propósito incerto para a maioria dos estudiosos. Alguns acreditam que Cinereo se separou de Viride em algum momento das eras primitivas, enquanto outros apontam a existência de outros mundos onde a vida é baseada inteiramente em sua natureza nem animal nem vegetal. Seja qual for a verdade, as visões surreais induzidas pela camada dos mofos e bolores foram durante muito tempo usadas como um rito de passagem e um contato com o divino. Druidas ainda hoje utilizam os cogumelos alucinógenos das florestas élficas em seus feitiços, mas conhecem os riscos dessa prática perigosa. Durante a Idade das Trevas de Belchiora, o contato prolongado de alguns cultos com Cinereo causou profundas cicatrizes mentais, trazendo através de suas consciências deturpadas a Nêmesis conhecida como Zuggtmoy, uma rainha demoníaca com poderes relacionados à faceta decompositora e decadente da essência fúngica da Vita.

Putridum

Decadência e morte são o núcleo da essência de Putridum, que representa a decomposição natural a que todos os seres vivos estão condenados. Seu domínio é um lugar fétido e lúgubre, com mares de chorume de onde se estendem troncos sem vida e esqueletos abandonados. Em meio à fermentação doentia, os espíritos ainda presos a seus cadáveres ou as reminiscências que deixam para trás servem de combustível para as magias de necromantes e doutores feiticeiros. Algumas das entidades perversas ligadas a esse poder têm seus próprios cortejos de mortos-vivos, horrendas zombarias dos seres que respiram no mundo carnal. Isso cria uma falsa ideia de que Putridum é uma força maligna, mas ela é uma ferramenta indispensável para a manutenção do ciclo da vida. Seus mensageiros são as criaturas carniceiras que se alimentam da podridão, trafegando entre os dois domínios. Entre eles estão a Corte dos Vermes, que rouba os segredos enterrados nos túmulos, e o séquito de Bruxas do Mar conhecido como o Coven das Águas Mortas.

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