Ousados e destemidos, os corsários da Esquadra Delfina chamam atenção por onde quer que passem com suas roupas extravagantes e modos teatrais. Financiada por vários cartéis e famílias ricas de Aurin, a esquadra tem como principal objetivo dominar rotas de comércio com nações distantes e colônias do Imperador Leon. Seus capitães são vistos com desconfiança, mais preocupados em encher seus cofres do que em defender a nação. No entanto, suas posses, influência e carregamentos lotados de especiarias impedem um julgamento mais rigoroso. De fato, é possível dizer que muitos dos confortos aos quais a alta sociedade aurinesa está acostumada não seriam possíveis se não fossem os empreendimentos realizados por essa esquadra.

Grande parte de seus integrantes é formada por caçadores de emoções, aventureiros que não pensam duas vezes em assumir os riscos de um trabalho perigoso se tiverem garantida sua parte no butim. Entre eles se pode encontrar todo tipo de gente: nobres destituídos, burgueses entediados, trapaceiros e meretrizes. Os capitães possuem uma preferência por chapéus com plumas e trajes que lembrem de alguma forma sua origem abastada, embora eles muitas vezes se encontrem esfarrapados e abatidos pelas longas viagens. Os marinheiros gostam de roupas coloridas e da companhia de animais exóticos, especialmente aves como papagaios e araras. Todos adoram desafios e apostas, principalmente se os mesmos forem de uma natureza refinada, como esgrima, jogos com cartas ou tiro com pistolas de duelo. O requinte é estendido a outras atividades que apreciam, como a música e o flerte.

Ultimamente, as habilidades sociais dos Delfins, como alguns os chamam, têm feito com que sejam envolvidos em outras missões a serviço de Aurin. A maioria é oficialmente de caráter diplomático, mas nelas se escondem também serviços de espionagem e sabotagem. A Esquadra Delfina também possui, obviamente, carta branca para atacar navios inimigos, preferindo como alvos os Piratas de Iblis e os Caveiras Caolhas. Uma inusitada contribuição é a que prestam para a comunidade científica, uma vez que suas constantes viagens para colônias ainda pouco exploradas atraem naturalistas aurineses, enviados com o objetivo de coletar espécimes nativos para os museus e universidades da capital, sempre pagando generosas quantias aos corsários pela carona e proteção.

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