Galeria – Hassassin sexta-feira, jun 17 2011 

Silenciosos e mortais, portadores de uma fé inabalável nos Aeons, os membros da Ordem dos Hassassin são temidos em todas as terras nas quais já agiram. Mestres na furtividade, na perseguição e no combate com lâminas, eles inspiraram diversas lendas e rumores no decorrer dos séculos. Algumas são apenas criações de mentes assustadas, outras possuem um fundo de verdade e outras sequer conseguem se aproximar de uma realidade muito pior. Sem estarem ligados a nenhuma nação ou governo, eles possuem uma função semelhante à dos Chacais de Anúbis e dos Vigias de Odin: a de executar a justiça proclamada pelos Aeons da Morte através de suas mãos e armas, mantendo o equilíbrio na balança de poder do mundo. Agindo sempre com discrição, eles podem se manter nos bastidores de um lugar tomado pelo abuso de poder e ambição por anos, até terem a certeza de que é chegada a hora de aplicar o julgamento, recebendo suas missões através de visões e sortilégios. Durante esse tempo, eles costumam trabalhar como mercenários, guarda-costas ou gladiadores, tanto para sustento como para continuar treinando suas habilidades.

Os símbolos dos Hassassin são a águia e a serpente, simbolizando respectivamente a justiça imparcial e a sabedoria oculta. Muitos deles exibem inscrições sagradas na pele ou na superfície de suas armas, como um símbolo sua ligação com os Aeons. Ao contrário dos Chacais e dos Vigias, que têm seus patronos bem conhecidos, não se sabe ao certo qual Aeon da Morte orienta o julgamento dos Hassassin. Sua ligação com as serpentes é a única característica conhecida, e existem boatos de que ele também pode assumir a forma de uma grande águia negra. Seu nome também é um enigma, e vários foram “descobertos” no decorrer do tempo, sem que nenhum se mostrasse o verdadeiro. Apenas os Hassassin parecem ter a capacidade de ouvir sua voz, e sabe-se que a Ordem conta com sábios, sacerdotes e oráculos em suas fileiras, sendo que estes raramente deixam a Fortaleza na Ilha Dragão da Noite.

Atualmente a influência dos Hassassin se estende para além de Al-Dasht, onde a Ordem existe desde antes do pacto das Tribos com os Gênios. Al-Gober, Ashramia e Iroko são apenas algumas das nações onde eles tem agido com frequência. Nem mesmo Windlan e Aurin escapam da vigilância feroz dos assassinos. Enquanto em Aurin eles participaram ativamente da Revolução Imperialista, a história em Windlan é mais complicada. Os Hassassin lutaram ao lado do Príncipe Sahid de Jezirat para tomar a cidade de Seawyrm do comando da Cruz de Sangue. Porém, após o desaparecimento do príncipe ao fim do conflito, uma maré de desconfiança atingiu a Ordem, vinda da Tribo de Sharyar e dos Rebeldes de Windlan que os ajudaram na guerra. Enfrentando uma imagem delicada em sua própria terra, eles contam agora com a ajuda dos Mercenários Black Wolves, liderados por uma mulher recentemente aceita no Círculo Interno da Ordem, para descobrir o que realmente aconteceu ao filho do Sultão de Jezirat.

Mapa de Jezirat sábado, jun 4 2011 

O Arquipélago de Jezirat possui entre suas diversas ilhas três que se destacam.

A maior de todas elas  é a Ilha Espiral do Céu, onde fica a capital do Sultanato de Sharyar e a misteriosa construção conhecida como Torre da Arca.

Ao noroeste da Espiral do Céu fica a desolada Ilha Dragão da Noite, frequentada apenas pela Irmandade dos Hassassin.

Ao sul do Arquipélago fica a Ilha da Areia Rubra, atualmente reclamada e usada como esconderijo pela Tribo de Iblis.

As principais rotas marítimas para Jezirat partem do Planalto da Lua em Sharesukteh, de Long-Gangkou no Império Ming, de Côte d’Émeraude em Aurin e de Port Blackstone em Iroko.

(Clique no nome da região para ouvir a trilha sonora correspondente)

Ilha Espiral do Céu

A paradisíaca Ilha Espiral do Céu já chamaria atenção por sua beleza, não fosse por uma característica muito peculiar: todo o relevo do lugar está disposto em uma gigantesca espiral, suave no início e acentuada a partir da montanha cônica no centro da Ilha. No topo da montanha, as voltas mais estreitas formam a estrutura chamada de Torre da Arca, onde está guardada a frota de navios voadores de Sharyar. Escalar o longo caminho até a Torre não é tarefa fácil, e os poucos que tiveram o privilégio de adentrá-la falam sobre maravilhas indescritíveis em seu interior.

Toda a Ilha parece ter sido tocada pela magia dos gênios da água, desde as cristalinas águas cor de turquesa das praias, que à noite refletem o céu estrelado, até as magníficas criaturas que se abrigam no litoral, nas perfumadas florestas de jasmim ou nas profundas cavernas submersas, de onde os Marid retiram pérolas do tamanho de ovos de avestruz. É também na Espiral do Céu que fica a resplandecente Aratta, capital do Sultanato e uma das mais importantes cidades portuárias de Balthazir.

Ilha Dragão da Noite

Um lugar desolado e ameaçador. Não há melhor maneira de descrever a Ilha Dragão da Noite, castigada por incessantes tempestades. Seu relevo acidentado esconde uma selva densa, infestada de serpentes, escorpiões e criaturas piores, como as traiçoeiras Mantícoras. O litoral rochoso também esconde uma série de grutas e canais, que formam um labirinto rumo às montanhas no coração da ilha. O caminho é conhecido apenas pela Irmandade dos Hassassin, que tem na Dragão da Noite seu centro de operações e treinamento: um lugar visto por poucos e cercado de lendas e mistérios. O litoral perigoso para embarcações e a presença da Irmandade fazem com que a ilha seja evitada por qualquer marinheiro sensato, e mesmo os Piratas de Iblis não ousam por os pés nas praias cinzentas. Para garantir que o lugar permaneça intocado, o Profeta dos Hassassin mantém um antigo pacto com as Serpentes Marinhas, que habitam as águas próximas da Ilha e servem a um sinistro Aeon também venerado pelos assassinos.

Ilha da Areia Rubra

Um carpete vermelho como sangue se espalha entre as palmeiras decoradas com ossos da amaldiçoada Ilha da Areia Rubra, ecoando o castigo lançado pela ira do Aeon Baal, em uma época muito anterior à chegada da Tribo de Sharyar. As expedições do Sultanato encontraram nos vestígios deixados por esse povo apenas sinais da maldição, lançada em seus últimos dias, e ainda é uma questão nebulosa se a civilização extinta possui alguma relação com os violentos homens-macaco que infestam o lugar. A população das feras símias era controlada antes da presença humana, graças às constantes disputas entre tribos. Mas elas aprenderam o gosto da carne humana, e agora seus números tem aumentado, a ponto de alguns mais ousados começarem a tentar navegar para além da Ilha, usando as carcaças dos navios atacados sem piedade no litoral.