Uma longa e sinuosa trilha atravessa o Planalto da Lua, cruzando desfiladeiros e escadarias de rocha branca até chegar ao pé de um alto penhasco, de onde se erguem cúpulas e minaretes azulados como uma miragem em meio à aridez.

Esta é Mavi – Capital do Califado, lar da Tribo de Aswad e destino das caravanas que vagam pelas areias de Sharesukteh.

(Clique no nome do distrito para ouvir a trilha sonora correspondente)

O Souk (Mercado)

É preciso cuidado para não se perder no labirinto que é o Souk de Mavi, com centenas de lojas dispostas no interior de gigantescos  arcos ou em ruas estreitas. Uma multidão de pessoas trajadas com turbantes, véus e chapéis cônicos vermelhos transita sem parar, indo cuidar de seus negócios, se entreter nas danças de espada ao ar livre  ou tomar um kahve nas casas de chá, cujo interior desaparece na fumaça dos narguilés. Grande parte das lojas locais negocia itens como tapeçarias, montarias ou artefatos de vidro e latão. Também é possível encontrar itens mais raros, como os preciosos incensos sagrados feitos com olíbano, a resina das árvores em que as fênix fazem seus ninhos. Sendo Aswad uma tribo guerreira, as tendas de armas expõem suas cimitarras temperadas e mosquetes de longo alcance com todo o orgulho que sua tradição carrega.

O Distrito dos Engenheiros

O sistema de distribuição de água de Mavi é formado por uma rede de imensos canos de latão. Eles se cruzam por toda a cidade, mergulhando sob as ruas, surgindo junto às paredes ou se reunindo em caixas d’água fumegantes. É esse encanamento que alimenta as oficinas à vapor dos Engenheiros de Mavi. O Distrito ocupado pelas usinas e laboratórios dos Engenheiros é uma verdadeira selva de tubulações e guindastes. Os canos gigantescos são habitados por máquinas parecidas com insetos mecânicos, construídas pelos Engenheiros para a manutenção dos mesmos. É comum encontrar clockworks nesse distrito, trabalhando nas fábricas dos Engenheiros enquanto buscam pistas sobre seu passado.

O Templo de Mitra

Os patronos principais de Mavi são um trio de Aeons irmãs: Mitra, a sábia juíza; Uzza, a guerreira protetora; e Manat, a anciã que segura uma ampulheta. A cultura de Al-Dasht não ergue estátuas à imagem dos Aeons. Por isso, o grandioso Templo de Mitra possui apenas paredes de ébano revestidas com arabescos e inscrições douradas, representando textos sagrados. Nos extensos salões, perfumados por mirra e incenso de fênix, se reúnem os paladinos de Mitra. Para aqueles acostumados aos graciosos soldados celestiais, a visão desses soturnos vingadores, que seguem o caminho conhecido como Jyhad, pode ser surpreendente.

O Palácio de Aswad

No centro de Mavi o Palácio da Tribo de Aswad assoma imponente, sua imensa cúpula azul cercada por minaretes. A própria Rainha Ifrit, responsável pelo pacto com o líder de Aswad séculos atrás, protege o lugar. Ra’idah, a Rainha Ifrit, é uma bela e majestosa mulher de olhar feroz e longos cabelos vermelhos. Ela se senta junto ao trono do Califa Misbah, senhor de toda Al-Dasht, um homem austero, que perdeu seu filho mais velho na fronteira e agora tem que adequar ao trono seu outro herdeiro Mash’al, que não parece muito feliz com seu destino.

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