Rosa do Deserto

Sweet desert rose
Each of her veils, a secret promise
This desert flower
No sweet perfume ever tortured me more than this

(Sting – Desert Rose)

 
 

Nos Oásis das Fadas cresce uma flor mágica, cultivada pelos Sidhe. Suas pétalas com aspecto sedoso são de um rosa avermelhado, sustentadas por vinhas púrpuras e porosas, onde crescem folhas verde-escuras. O odor dessas flores entorpece os sentidos, deixando as vítimas mais suscetíveis aos ardis do povo feérico. Tal perfume também jamais é esquecido por aqueles que o sentem, intensificando a obsessão causada pelo feitiço de um Oásis das Fadas. O que poucos sabem é que a planta também é usada pelos Sidhe para punir aqueles que os ofendem ou ameaçam. A rosa do deserto possui mobilidade, rastejando atrás daqueles que tentam fugir da cólera das fadas e os prendendo ao solo, onde podem dar ao capturado uma morte lenta e dolorosa exalando sua seiva tóxica através dos poros no caule.

Nesnas

O nesnás é “a metade de um ser humano; tem meia cabeça, meio corpo, um braço e uma perna; salta com suma agilidade” (…)

(Jorge Luis Borges – O Livro dos Seres Imaginários)

Entre os pesadelos vivos que caminham entre as nuvens de pó cinzento de Vahadine está o nesnás. Estas criaturas se parecem com um humanóide ressequido e cadavérico, mas seus corpos bizarros parecem possuir apenas uma metade cortada verticalmente, a carne, ossos e órgãos expostos ao longo da “ferida”. A verdade é que a outra metade não é corpórea, mas sim constituída de ar e poeira, visível apenas quando o monstro a transforma em um redemoinho para atacar. Nesses momentos, o nesnás parece ter sua outra metade oculta pelo ciclone de poeira, quando na verdade ela é o próprio ciclone. Tal capacidade gerou rumores de que os nesnás possam ser resultado do cruzamento de um humano com um espírito do vento, talvez deformados pelo mesmo poder que devastou Vahadine. Essa teoria causa bastante medo e inquietação entre a Tribo de Balkis, principalmente depois que alguns membros da tribo expostos a Vahadine começaram a manifestar algo que está sendo chamado de “a maldição do pó”.

Cronomante da Areia

Ouvi um lamento e vi uma tempestade de areia se movendo em meio às pedras antigas, muito embora o céu fosse claro e estivessem quietas as vastidões do deserto.

(H.P.Lovecraft – A Cidade sem Nome)

Entre os habitantes das paisagens de Aether em Vahadine, estão as misteriosas entidades conhecidas como cronomantes da areia. Essas figuras veladas parecem ter uma ligação com Manat, a Aeon que em Al-Dasht representa a passagem implacável do tempo. Estando além da contagem dos éons, eles existem ao mesmo tempo em todas as eras. Isso os torna secos e impassíveis, seres para quem todos os acontecimentos são como miragens efêmeras. Grande parte de seus poderes vem das grandes ampulhetas de bronze e cristal que carregam. Estes artefatos permitem que eles manipulem o fluxo do tempo ao seu redor e convoquem espíritos da areia para protegê-los.

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