Sempre atarefados, às vezes carregando pesadas e estranhas ferramentas ou conduzindo máquinas de latão a vapor, os Engenheiros de Mavi são facilmente reconhecidos nas ruas, fábricas e arsenais da capital que lhes dá nome. Esses sujeitos com uniformes vermelhos e óculos de couro são inventores, mecânicos e armeiros que representam a instituição mais famosa de Al-Dasht, cujo símbolo é um escaravelho de asas abertas com engrenagens no lugar do abdômen.

Famosa em todo o mundo, a guilda dos Engenheiros é antiga e teve início já na época da guerra contra a Tribo de Iblis, quando os Ifrits e os Dragões de Latão ensinaram a Tribo de Aswad a manipular os metais de maneira mais eficiente, ganhando assim uma vantagem militar. Não satisfeitos apenas com seus autômatos de latão, eles continuaram a buscar maneiras de aprimorar seu poderio bélico contra a tribo inimiga, encontrando aliados na alquimia de Jezirat e na pólvora de Ming. Finalmente, após a expulsão da tribo de Iblis, os Engenheiros se formalizaram como uma instituição científica e passaram a direcionar suas pesquisas para fins mais pacíficos. A Tribo de Aswad deve muito a eles pela edificação de Mavi, principalmente pelo conhecimento usado nas edificações e na canalização de água na cidade, algo que apenas uma tecnologia avançada poderia conseguir de maneira eficiente em uma terra inóspita como Sharesukteh.

Atualmente, o grupo trabalha em inúmeros projetos, entre eles a extração de minérios do Planalto da Lua e a lendária Ferrovia do Aether nas Dunas. Representantes dos Engenheiros costumam observar os estrangeiros em Mavi, e quando percebem alguém promissor no campo das ciências que utilizam, se aproximam oferecendo uma troca de conhecimento ou até mesmo um lugar honorário na guilda de inventores. Acredita-se que experimentos que mais tarde inspiraram a criação da raça artificial conhecida como clockwork tenham sido realizados pelos Engenheiros. Clockworks que buscam entender melhor sua origem às vezes atravessam o deserto em busca das oficinas dos Engenheiros, despertando a curiosidade dos mesmos e obviamente recebendo propostas em troca de serviços como “material de estudo”.

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